Bruna Brandão

 

A Fotoativa abre esta semana novo ciclo do projeto Fotoativa em Residência para pesquisas autônomas 2019/2020, com a chegada da fotógrafa mineira Bruna Brandão e sua pesquisa documental sobre o universo do tecnobrega e das aparelhagens em Belém. A fotógrafa inaugura esta temporada de residências, que recebe o total de sete propostas artísticas, de diversos lugares e diferentes frentes de pesquisas.

 

Bruna veio a Belém pela primeira vez em 2014 para fotografar a convite de um amigo que pesquisava a estética do tecnobrega. Desde então, volta todo ano para uma pesquisa contínua em que documenta a cena, pessoas e bastidores dos eventos. Para esta residência, a fotógrafa fica duas semanas e propõe “dar foco para mulher, quero colar na Dj Meury, que é uma das famosas, e ver como é a posição nesse lugar, porque aparelhagem é só Dj homem, e ver de um lugar que consigo me aproximar mais também”, comenta.

 

Esta é a terceira edição do projeto Fotoativa em Residência para pesquisas autônomas, iniciado em 2015 com o projeto piloto Dois de cá, dois de lá, contemplado por edital FUNARTE, e a segunda edição realizada em 2018, já no formato atual de residências, sem financiamento externo. Segundo Camila Fialho, presidente da Associação Fotoativa, “em 2015, com o projeto piloto, foi uma experiência muito importante pra gente potencializar esse espaço de troca e consagrar a existência efetiva de um espaço de acolha pra pessoas de outras localidades para imersão com a Fotoativa”.

 

O projeto é anual e para esta edição 2019/2020 foram selecionados seis pesquisadores/artistas e um coletivo, de diferentes lugares e com perfis variados, desde arte educação, escultura, gravura, vídeo, fotografia, escrita. “A gente entende que essas pessoas vindo pra cá vão ter um percurso de compartilhamento e de uma experiência cotidiana com a casa, conosco, e a ideia é que no final cada artista também pense como fazer esse compartilhamento com a cidade”, complementa Camila.

 

Conheça os participantes do projeto Fotoativa em Residência para pesquisas autônomas 2019/2020, por ordem de imersão:

 

Bruna Brandão é graduada em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (2015) com formação em Fotografia pela Cambridge School of Art – Inglaterra (2013). Tem formação de 6 anos dentro do curso de Dança do Centro de Formação Artística do Palácio das Artes. Integrou a equipe de fotografia e vídeo do Curso Abril de Jornalismo 2015 da Editora Abril e atualmente é fotógrafa da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais e integrante do fotocoletivo Flanares. Participou de exposições coletivas no Brasil e na Inglaterra, com destaque para a menção honrosa no prêmio internacionalmente reconhecido Travel Photographer of the Year 2015. Desde 2014 realiza de forma independente projetos sobre o tecnobrega na periferias de Belém e pesquisa de processos fotográficos dentro da discussão de corpo queer, gênero e temáticas LGBTQI.

 

Renata Voss é artista visual, professora de fotografia da Escola de Belas Artes da UFBA, mestre e doutora em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Desenvolve trabalhos autorais desde 2004 e tem interesse por processos alternativos em fotografia bem como na investigação dos diversos suportes que a fotografia pode assumir. Desenvolve um trabalho que estabelece relações entre fotografia, tempo e memória. Em 2019 expôs no PhotoPatagonia – IV Festival Internacional de Fotografía Analógica y Procesos Alternativos, na Argentina. Em 2017 participou da Residência Artística da FAAP, em São Paulo e em 2015 da residência promovida pelo LabClube, no Rio de Janeiro que reuniu um artista de cada região do país para desenvolver um trabalho com processos artesanais em fotografia que foi publicado no livro Processos Fotográficos: ensaios para uma poética experimental. renatavoss.com

 

Rodrigo Pinheiro, Rio de Janeiro, 1987.

Formado em cinema, co-dirigiu dois longas documentários. Seu trabalho abrange curtas experimentais, filmes-ensaios e fotografia. Em abril de 2018 publicou de forma independente o fotolivro “Tornaras” com uma edição limitada de 100 cópias. O fotolivro teve um lançamento especial na SP-Arte/Foto e ganhou alguns prêmios, incluindo Melhor Portfólio no Festival Fotorio Resiste 2018, Melhor Portfólio no Ateliê da Imagem 2018 e um dos 7 destaques do ano na convocatória ZUM, realizada pelo Instituto Moreira Salles (IMS) e Revista ZUM. Idealizou, com Ton Zaranza e Rochelle Guimarães, a editora independente “Chorona”, dedicada a fotografia e a literatura.

 

Diego Ledesma Garcia. Quito/Equador, 1984.

Artista educador, trabalha nos limites da arte e da pedagogia para indagar na cotidianidade das pequenas histórias a maneira como se transformam em expressões culturais, que logo termina, por produzir realidades. Através da experimentação tanto individual como coletiva, o que interessa ao artista é construir narrações visuais que mostram as experiências que transformam cotidianamente os discursos oficiais. Tenta indagar o pessoal para contar outras perspectivas que cruzam nossas realidades. Estudou artes plásticas na Universidad Central de Ecuador, tem mestrado em Artes visuais e educação pela Universidad de Barcelona. Ao longo de sua trajetória profissional, trabalhou em diferentes projetos em instituições públicas como o Ministério da Cultura e do Patrimônio e o Instituto de Fomento para Artes, Cultura e Inovação, e iniciativas particulares relacionadas com educação e as artes como Arteducarte e La casa S1-90. Também participou de vários programas autogestionados ou mesmo curadorias que envolvem práticas colaborativas e processos investigativos em várias comunidades de seu país de origem. Seu trabalho foi reconhecido em 2013 com menção honrosa pelo Premio Brasil para artistas emergentes do Centro de Arte Contemporâneo de Quito. Em 2018, foi selecionado pela convocatória pública do Fundo de Fomento das Artes, Cultura e Inovação do Ministério de Cultura do Equador. INSTAGRAM: @diegofernandk

 

Élcio Miazaki. São Paulo/SP, 1974.

Brasileiro nascido na capital paulista, o artista visual com formação em arquitetura, vive e trabalha na cidade de São Paulo. Tem sido recorrente a preocupação em ‘reconstituir um contexto’ por meio de materiais de época (principalmente das décadas de 1970 e 1980), nas quais o Brasil passou pela ditadura militar e redemocratização, que coincidem com os anos de infância do artista. Tem exposto em instituições, entre elas: o MARP (Museu de Arte de Ribeirão Preto), Museu Casa das Onze Janelas (Belém-PA), Memorial da América Latina, MASP, Museu da Casa Brasileira, Instituto Cervantes, Sesc e MAB (Museu de Arte de Blumenau-SC). Destacam-se, além de exposições em galerias como a Vermelho, Zipper, Sancovsky e Orlando Lemos, o mapeamento pelo Rumos Artes Visuais do Itaú Cultural; a participação na mostra em Milão (Itália) e a seleção na 18a Bienal de Cerveira (Portugal – 2015) e no Prêmio Diário Contemporâneo (2018). Chegou a desenvolver projetos de exposições coletivas e a participar de uma curadoria conjunta na 2Mostra de Arte Contemporânea na Casa da Memória Italiana (2018), em Ribeirão Preto-SP. Na mesma cidade, coordena um programa de residência artística desde 2017.

 

Pedro Kuperman. Designer gráfico graduado em Comunicação Visual pela PUC/Rio de Janeiro, é idealizador do projeto Oficina de Fotografia Ashaninka, trabalho de capacitação em fotografia com a comunidade indígena Ashaninka, na Amazônia Acreana, em parceria com o Instituto-E e em cooperação com a UNESCO Brasil – trabalho selecionado para a exposição coletiva “What’s Going on In Brazil” no festival Les Rencontres d’Arles 2019, em Arles, França e para o festival Cri d’Amour Pour Le Brésil em Paris, em 2018. Seu trabalho fotográfico Jardim de Maria foi exposto no FotoRio Resiste 2018 (Galeria Oriente, Rio de Janeiro) como prêmio de melhor portfólio do FotoRio 2017; exposto no Festival de La Luz, na Argentina (Espacio Fotográfico Marcelo Gurruchaga, Buenos Aires), em 2018; foi selecionado para ser exibido no Centro de Fotografía de Montevideo no Uruguai (CDF Montevidéu) em 2019, e selecionado para exposição no FestFoto 2019, em Porto Alegre (Fundação Iberê Camargo). Seu trabalho fotográfico foi selecionado para fazer parte da coleção Joaquim Paiva em Fevereiro de 2019. pedrokuperman.com

 

Coletivo Em algum lugar entre a terra e a casa  parte do encontro de cinco artistas, composto por Alessandra Duarte, Bel Falleiros, Flavia Mielnik, Laura Gorski e Renata Cruz, que se propõe efetivar uma construção de mundo através da tessitura do afeto e da força do feminino. Trabalham em busca de narrativas afetivas não oficiais, em lugares onde pulse a integração entre o corpo e a natureza, o ser e a terra, ampliando os limites de autoria pela potência da construção coletiva. Se uniram em 2015, pelo desejo de criar um campo de interlocução, ação e reflexão, em torno da ideia dos lugares da mulher na cidade, da relação da mulher com a casa, do espaço doméstico como o primeiro lugar do ser no mundo e da fundação da casa interna. Nesta ocasião ocuparam por três meses a pequena casa no pátio da Oficina Cultural Oswald de Andrade (SP), como um ateliê coletivo. O tempo de trabalho vivido conjuntamente na casa-ateliê (e o ressoar de cada individualidade) transformou a convivência, a escuta, o entendimento do outro e as trocas diárias no próprio processo de criação. Durante esse período estabeleceram relações tanto com o espaço como com as pessoas que transitaram por ele, por meio de caminhadas pelo bairro, oficinas, rodas de conversa e uma exposição.


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